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11 de novembro de 2008

teia brasilia 2008

Como vocês já sabem¹, borboletas, estou em Brasília, vim para o encontro da Teia², que começa a amanhã e tem uma programação extensa.

Foi um deus nos acuda pra conseguir chegar, mas enfim, chegamos: Eu, pelo Panamby e Lenissa Lenza pelo Espaço Cubo. O vôo saiu as 6h da manhã e não conseguimos embarcar pela mesma companhia aérea, viemos no mesmo horários em aeronaves diferentes. (rs)

Aqui só chove, passou o dia todo com chovendo. Brasília ainda me é muito estranha, paisagem bem distinta da nossa Cuiabá, tudo é amplo, grande, majestoso, muito bem disposto, nem parece uma cidade, com suas dinâmicas de sociais barulhentas e tumultuadas.

E aí vem o melhor: longe de casa, me deu mais vontade de trabalhar, pensar e organizar Panamby. E vejam o resultado: organizamos os trabalhos da Agência Laboratório.

Amanhã escrevo mais, sobre as impressões do 1º dia de encontro, estou um tanto afoita. Ah, e por incrível que pareça, ainda não tomei nem um gole de café e já são 20h19 aqui em Brasília.

Flavianny Tiemi
do Movimento Panamby


1
– Pra quem não sabia, Vivi (Flavianny) viajou para Brasília, levando o Panamby para participar…

2 – … da Teia: o encontro nacional dos pontos de Cultura. O evento reune mais de 800 entidades e centenas de artistas e ativistas culturais.

Mais?
O site da Teia
A programação da Teia
Que raio é um Ponto de Cultura? Descubra aqui.

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texto por Flavianny Tiemi
fotos por Movimento Panamby

Estive recentemente em Goiânia, pelo projeto “Berohokã – O Grande Rio”, no qual o Movimento Panamby está participando com a função de realizar a pesquisa do documentário sobre o rio Araguaia.

Fiquei hospedada, a convite do Vida Seca, na casa de um dos participantes do grupo. Por dois anos consecutivos, o Movimento Panamby, trouxe para o 24h de Cultura o grupo Vida Seca, um coletivo que trabalha com educação ambiental, social e musical, enfim, um coletivo de educadores.

Tive a oportunidade de conviver melhor com esses “meninos” do “lixo ritmado, batuque reciclado” e perceber que para além de músicos, percusionistas de mão cheia, que extraem do “lixo do mundo” um som único que ecoa nos modos de ser do seu coletivo, são educadores.

É impressionante ver os “meninos”, com muita alegria, ensinar que o corpo tem um som que é característico de cada personalidade e um ritmo que pode virar música, e para além, mostrar e provar que qualquer pessoa pode apreender a tocar, mesmo aqueles que como eu, não tem qualquer noção do que é um som, um instrumento ou um ritmo.

Juntamente com a educação musical trabalham a questão do lixo nos centros urbanos, a realidade dos catadores de materiais reciclados, a poluição dos recursos hídricos, a produção cultural, enfim, todos os temas que perpassam a realidade cotidiana de uma cidade.

O som que extraem de seus instrumentos não convencionais, não é sujo, mas vem daquilo que todos querem retirar das vistas e esconder. Trabalho único, de quem sabe o que está fazendo. São catadores da sonoridade, são educadores. Quem não conhece, procure ouvir e ver o trabalho do Vida Seca e também vale a pena conferir os trabalhos dos grupos Mina d`água e De volta ao Samba, que se apresentam nas noites goianas.

Aos meninos dessa casa de som, agradecimentos sinceros pela acolhida. O Panamby aguarda vocês em Cuiabá.

Nunca ouviu falar em Vida Seca? Conecte-se:
www.vidaseca.com.br
www.myspace.com/vidaseca

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