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Posts Tagged ‘reitoria’

por João Pede Feijão
do Movimento Panamby

cada um no seu quadrado

cada um no seu quadrado

Ontem rolou no saguão do R.u. uma reunião ampliada, chamada pelo DCE para, supostamente, construir coletivamente a Semana do calouro 2009/1. Esta reunião não era deliberativa, pois a decisão já havia sido tomada numa reunião anterior. A dita cuja decisão é justamente a razão que me faz pensar nas “verdadeiras intenções” do Diretorio Central de Estudantes.

Na reunião, realizada semana passada, na sede do Diretório Central, ficou deliberado que cada entidade ou grupo específico ficaria “no seu quadrado”. Isso porque o DCE coloca em xeque a atuação política dos grupos e/ou entidades que tem seus projetos financiados com dinheiro público (ou como costumam afirmar, como os paladinos da lisura, “dinheiro da reitoria”). Eles preferem a chamada independência, ou seja, financiarem seus projetos com os próprios cofres.

Mas por trás desta retórica pseudo-política o que acontece é que os cofres do DCE só são possiveis por força do pagamento de aluguel das cantinas, que a propósito são irregulares e não pagam água nem luz. Depois, que o próprio DCE não paga nem água nem luz, nem construiu a própria sede ou coisa que o valha. Não que eu ache isso absurdo, mas o que torna a realidade absurda é essa distancia que, no geral, o movimento estudantil teima em dar entre disrcurso e prática. Ou seja tenho a sensação que não basta sonhar, mas é preciso acreditar no sonho a um limite esquizofrênico, onde o sujeito encorpora o mártir dos tempos áureos do movimento estudantil e se acredita para além do que se é; ignora o que come, como se locomove, como se sustenta. E isso é grave. É grave porque é sem duvida a razão do engessamento das discussões políticas no ambito das universidades. A medida que o sujeito não admite sua condição, não pode agir politicamente, porque não age do seu lugar e sim de um lugar inventado, que nem chega a ser utopia, pois mais me parece um transtorno mental, ou uma rachadura no córtex. Isso é resistir de dentro poço. É esvaziar o caráter político da ação em locus.

vocês não entendem nada...

vocês não entendem nada...

Outra fantasia que surge sempre nessas discussões é a certeza de que um projeto finaciado e propriciado por verba pública tem sua autonomia retirada. No fundo quem acredita nisso já está vendido e não consegue ver que finaciamento possibilita ações transformadoras. Não consegue ver que dinheiro, dentro do mundo capitalista, é quase o único meio de possibilitar qualquer ação. Confundir meio com fim. Ou acreditar que o meio é um fim denuncia que os que atacam o capitalismo são os que mais se encontram enterrados nele. Não conseguem agir estratégicamente. Não conseguem perceber o fator humano indomável que sistema nenhum é capaz de afetar, essa incrível capacidade nômade de dizer não a quem nos pretende comprar.

Só existe politicagem com dinheiro público graças a alienação desses movimentos que não conseguem pautar a boa utilização de recursos, porque ainda esperam que um santo ocupe a posição de poder. Há nisso uma clara dependência preguiçosa. Precisamos de uma radicalização da democracia, onde as pessoas arranquem a bunda da cadeira para de fato construir-mos um tal mundo novo.

E os mais engraçado é ouvir de um dos integrantes que o DCE é o grupo com “conteúdo político”. Engraçado nada, na verdade não tem graça nenhuma. Acerca das “verdadeiras intenções do DCE”, que não são nem um pouco misteriosas, eles só querem massagem no ego, sombra e água fresca, mas diante do contexto geral, nada de novo sob o sol.

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ou amigos da reitoria são de dar água na boca

ou amigos da reitoria são de dar água na boca ¹

Hoje, às 18 horas, no Diretório Central dos Estudantes (o DCE) da UFMT tem quebra-pau reunião ampliada. A galera vai discutir a Semana do Calouro 2009 em torno do:

se é melhor para os estudantes realizarem ações em conjunto, ou seja, os diversos grupos que atuam na universidade se aglomerando para melhor mostrar a diversidade que existe dentro dos muros universitários,
* ou se é melhor que cada grupo realize suas ações isoladas, e se mantenham assim, pelo menos na opinião da atual gestão do DCE, “independentes e livre das pressões governistas…”

Pós reunião postaremos aqui neste blog como foi a reunião, quais foram os pocisionamentos das pessoas que lá estiveram e qual a nossa opinião sobre o que é ser independente e livre de pressões governistas.

Lembrando:
É hoje, às 18h, no DCE-UFMT, no RU.
Vá lá e se expresse.

 

¹ – a foto faz parte do banco de imagens da LIFE (a Veja americana) que disponibilizou todo o seu acervo no Google. Argh! Detesto esse imperialismo. 🙂

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Nos últimos dias ocorre na FAMEV (Faculdade de Agronomia e Medicinina Veterinária) uma movimentação dos estudantes em função do desrespeito a comunidade acadêmica ao promover de modo abrupto e antidemocrático as eleições para o cargo de diretor da faculdade. E ainda, tendo a Congregação da FAMEV violado um acordo historio: “garantia de eleições paritárias”, ao estabelecer a (des)proporção de 70% do peso dos votos para docentes, 15% para discentes e 15% para os técnicos.

Em Assembléia Geral, os estudantes de agronomia decidiram paralisar as atividades acadêmicas por quarenta e oito horas, no dia 13 e 14 de outubro, em protesto à decisão da congregação. Paralisação esta que gerou ofensas pessoais e perseguições a alunos, como amplamente noticiado pela mídia. Como resultado da paralisação os estudantes de agronomia conseguiram um espaço na reunião da congregação do dia 24 de outubro que, em tese, seria para reconsiderar a questão da paridade nessas eleições. No entanto, o pedido dos estudantes, foi descaracterizado pelos membros da Congregação que se mostrou fechada aos argumentos apresentados pelos mesmos, demonstrando ser autoritária e hostil quanto a presença dos alunos na reunião.

Os estudantes de Agronomia se perguntam o porquê dessa proporção nessa eleição “atropelada” e antidemocrática. O cenário apresenta-se como uma forma dos professores de impor o candidato que lhes convém, desqualificando a opinião dos técnicos e estudantes. Cumpre mencionar que assim como os técnicos, os estudantes de agronomia, decidiram em assembléia geral, boicotar as eleições caso ocorram desse modo antidemocrático. Cumpre lembrar a importância que essa atitude dos estudantes de agronomia tem para a comunidade acadêmica como um todo, ainda mais considerando que sua realização ocorre em um ano em que aconteceram eleições para reitoria onde a paridade fora observada.

Em função dessa relevância que o DCE da UFMT motivado pelo Centro Acadêmico de Agronomia, realizou no ultimo dia 24 de outubro uma reunião do Conselho das Entidades de Base, onde compareceram vinte e um centro acadêmicos que retomaram a discussão pela paridade nas eleições acadêmicas e acordaram a elaboração do presente documento exigindo uma postura da Administração Superior da UFMT que nesta data é empossada. Desta feita, prosseguimos aduzindo os fatos e argumentos que embasam nosso posicionamento.

(mais…)

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A consulta para reitoria da UFMT aconteceu no dia 18 de abril, mas até hoje, 24, a Comissão de Consulta não apresentou os resultados oficiais. Estudantes que não fazem parte de nenhuma das chapas candidatas e participaram do processo como mesários, passaram hoje a se manifestar defendendo a lisura do processo.

 

Os artigos 7, 87 e 96 do Regulamento de Consulta, revisado e aprovado em 24 de janeiro, são o foco do impasse que impede que os resultados oficias sejam apresentados.  Os artigos em questão definem o que é colégio eleitoral e os critérios de escolha para definir quem assume a reitoria. Pela impossibilidade da Comissão de Consulta tomar uma decisão, foi convidado um representante da OAB – Associação dos Advogados do Brasil para auxiliar no processo de finalização dos resultados.

 

Os estudantes defendem que o Regulamento seja respeitado, já que seus artigos foram discutidos e aprovados pela comissão de consulta, formada por três representantes de cada segmento (técnicos administrativos, professores estudantes), e ele é quem garante que o processo seja democrático. “Dá a impressão que estão tentando usar o regulamento para barrar o processo democrático, já temos a contagem de todos os votos e ainda não temos um reitor” diz Flavianny Tiemi, estudante do 4º ano de Filosofia.

 

O artigo 7 do capítulo I, seção II – da Consulta diz ‘O (A) Reitor(a) e Vice-Reitor(a) da UFMT será escolhido(a) pela consulta do voto direto, paritário e secreto dos votantes, sendo considerado Colégio de Votantes todo o segmento cadastrado aptos a votar e serão ponderados na proporção de 1/3 (um terço) para cada segmento’.

 

O artigo afirma que faz parte do Colégio de Votantes todo o segmento cadastrado e que professores, técnicos administrativos e estudantes tem igual direito ao voto, e a paridade garante que mesmo que o número de pessoas em cada segmento seja variado, os votos tenham o mesmo peso.

 

Já o artigo 87 do capítulo VI das disposições gerais se refere a apuração e diz: ‘O (A) canditado (a) com 50% + 1 dos votos válidos, obtidos no primeiro turno ou no segundo turno com o maior número de votos, na totalização, será escolhido (a) Reitor (a) e Vice-Reitor (a) que será aceito pela comunidade universitária e homologado pelas entidades representativas.’

 

Aqui define-se o critério para admitir que vence o processo de consulta quem obtiver maioria dos votos e explicita que a contagem se dá a partir dos votos válidos, ou seja, a partir dos votos registrados para algum candidato, excluindo os votos nulos e brancos.

 

“Acredito que para termos uma eleição justa todos os artigos devam ser respeitados, dando mais atenção à tentativa de desconsiderar o total de votos válidos e considerar o colégio de votantes como total dos votos na hora do cálculo para a apuração, isso acaba com a paridade e faz com que os votos não tenham o mesmo peso.”, diz afirma Talyta Singer, estudante do 5º semestre de Comunicação Social.

 

Por toda a polêmica gerada, o DCE – Diretório Central dos Estudantes convocou para amanhã, 25, uma assembléia geral de estudantes às nove horas no Instituto de Linguagens. Os estudantes mobilizados em defender o regulamento acreditam que a assembléia exclui a participação de representantes dos campi da UFMT no interior, que tem igual participação no processo de consulta.

 

Também durante o dia de hoje, acontece uma vigília pela lisura do processo na ADUFMAT – Associação dos Docentes da UFMT, onde a Comissão de Consulta se mantém reunida.

 

Pra não esquecer:

ASSEMBLÉIA GERAL DOS ESTUDANTES

Data: 25/04/2008 – amanhã!

Horário: 9h

Local: Saguão do IL – Instituto de Linguagens

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