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Posts Tagged ‘produção’

por João Pede Feijão
e os mano e as mina do Movimento Panamby


Em tempos de protagonismo, os coletivos parceiros e cooperativados (COCCAR) unem-se em torno do último festival do ano: o Festival Consciencia HIP HOP.

O Festival tem o intuito de fomentar e fortalecer o HIP HOP como linguagem criativa e identitária, para jovens de periferia cuja a única perspectiva, historicamente, tem sido os sub-empregos e a violência. Alterar o olhar que esses jovens tem de si e do mundo é uma finalidade cumprida pelo Rap, Break, Grafitti, Basquete de Rua  e discotecagem; essas atividades, congregadas nesse grande festival, convergem diretamente para alternativas de vida, até então distantes da realidade imposta a esses jovens que como eu amavam as novelas e o medo. A perifa ta na área, mostrando a cara em coro “somos do movimento HIP HOP”.

Prêmio + Batalha de Break + Discussão + Shows + Invasão
A programação é extensa e em si mostra quanto hip hop cabe nesse país. Crews de Break, Dj’s, Mc’s e grupos de tudo que é lado ficam juntos-misturados nos dois dias de programação. Começando devagar, o Seminário Hip Hop discute Comunicação, Formação de Público, Circuito Hip Hop Fora do Eixo e articula um Fórum Brasileiro de Break. As tardes ficam por conta da Batalha de Break, onde os crews competem – e se pá levam uma graninha – e do Invasão Hip Hop, projeto que circula rap pelos bairros de Cuiabá e pulou para dentro da programação do festival com apresentação de grupos de todas as regiões da Hell City. Pra esquentar, toda noite tem festival de rap com nomes bem conhecidos dos inciados do movimento. Mas a curiosidade fica mesmo com o Prêmio Consciência Hip Hop que divulga os resultados no sábado da noite e será apresetado por Nega Gizza (RJ).

Não esquece!
O festival rola nos dias 20 e 21/12 no Clube Feminino, que fica ali na Rua Barão de Melgaço – na Secretaria Municipal de Cultura.

Pra saber mais e ver a programação completa, só visitando o www.conscienciahiphop.org.br. É nóis!

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por João Pede Feijão
do Movimento Panamby


Há alguns meses atrás o Dezan chegou em mim, foi direto, me convidando pra coordenar e realizar as pesquisas do documentário do Caximir; o projeto que será filmado nesta terceira edição da SEDA. Emoções a parte, aceitei de pronto. Conversamos sobre as possibilidades e comecei o trabalho com o clipping do Eduardo Ferreira e demos o ponta pé inicial nesta parceria durante a Oficina de Pesquisa e Produção de Roteiro para documentário, que aconteceu no 24h de cultura de 2008, de 06 a 09 de outubro.

O que de mais importante tenho aprendido é a quantidade de coisas importantes, acontecimentos e movimentações acontecidas em Cuiabá que merecem ser documentadas. Por isso é angustiante fazer recortes.

A decada de 80 em Cuiabá foi muito rica, efervescente. A possibilidade de questionar o principal estigma que a nossa juventude carrega, o da Ditadura, precisa ser refletido e considerado. Nós que não vivemos essa época, temos que começar a construir nossas opiniões sobre isso. A revelia do tabu que se construiu em torno da ditadura; de que “só quem viveu o periodo sabe exatamente o que significa”. Precisamos emitir nossas opiniões, construir reflexões, mesmo que estas distõem das reflexões de quem viveu. Afinal de contas isso envolve nossas vidas, nosso cotidiano. Talvez o medo de desrespeitar a sacralidade desses anos “dourados” seja pra mim a principal descoberta.

A nossa geração chega a desejar o retorno da ditadura em função da efervescência cultural e intelectual da época. E isso é muito grave e diz algo importante; nós brasileiros, me parece, nos acostumamos a reação. E a possibilidade documental cinematografica é uma ferramenta espetacular. Acessível. E a nossa juventude deve se apropriar dela.

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Cap. 3 do livro “Glob(AL): Biopoder e luta em uma América Latina globalizada
Antonio Negri e Giuseppe Cocco (Rio de Janeiro: Record, 2005)

Diante dos limites do desenvolvimentismo e diante, sobretudo, de sua crise, que se define essencialmente na década de 1980, justo no período de abertura democrática que caracteriza Brasil, Argentina e México, o
neoliberalismo constituiu uma falsa resposta. Mesmo percebendo os limites do Estado desenvolvimentista e as dimensões estruturais de sua crise, as políticas neoliberais nos países do subdesenvolvimento não

conseguem inovar no terreno produtivo e malogram quando propõem o mercado como espaço de mobilização social. Quando, ademais, apresentam-se como mecanismo de universalização dos direitos, o embuste é evidente: ter direito aos direitos no neoliberalismo significa ter poder de compra, ser consumidor. O público é construção de hierarquia e passividade: “audiência”. Uma operação ineficaz e que, na realidade, apenas promove a privatização do público e sua sistemática fragmentação: impedindo, portanto, qualquer perspectiva de constituição do comum*, hoje essencial ao próprio crescimento econômico. O neoliberalismo não é somente uma ideologia do egoísmo privado, mas é também uma prática arcaica das relações de produção, pois não vê (donde, não pode reconhecer) que hoje o valor é apenas um produto da sociedade inteira posta a trabalhar.

* O texto foi indicado por João Pede Feijão durante mais uma discussão na lista do Fórum Permanente de Cultura. Mas nos andares dessas carroças, tá valendo pra todo mundo. O texto foi copiado descaradamente do desobedendo.blogspot.com e é um trecho do livro “Glob(AL): Biopoder e luta em uma América Latina globalizada” de Antonio Negri e Giuseppe Cocco.

Para o texto completo é só continuar lendo (mais…)

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por Luciano Ribeiro
da Agência Laboratório

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Em sua segunda edição, nesse sábado, no misc, o MIX no MISC vem proporcionar a todos os cuiabanos a mistura de vários tipos de artes, os realizadores buscam unir vários segmentos na tentativa de integrar todos os coletivos e com isso atrair tanto consumidores, quanto artistas dispostos a agregar-se a um dos coletivos. Mix que quer dizer tudo misturado une a moda alternativa, a exposição de artes e desenhos, oficinas, body art, audiovisuais e shows de uma só vez.

No Espaço Moda Alternativa, o Coletivo Novo, que é uma espécie de agência de grifes alternativas, mostra toda capacidade de criação através de criativas peças de roupas e acessórios que modificam o normal sem sair da moda. Encontramos também no mesmo espaço os profissionais de tattoon’s da Tatuagem Body Art que mostra, ao vivo, suas verdadeiras obras de artes. E os furos ficam por conta da Siloé Budy Piercing que sorteará uma tatuagem na hora. Os coletivos Num Téin (Thiago Dezan) e Muzzarella Comics (André Victor) ficam no espaço rabiscos com exposições e oficinas de desenhos. E como não poderia faltar a Próxima Cena, traz novidades, além de imagens produzidas durante o evento também, oferece um saboroso cardápio de exibições que a galera do Mundo Canibal deixa de aperitivos. Os garotos das bandas The Melt, N3CR e Aoxin, garantem musicalidade do ambiente.

Com uma super produção, o MIX no MISC, mostra em cada etapa que Cuiabá também tem pluralidade cultural. E para mais informações acesse o HellCity ou mande um e-mail pra gente agencialaboratorio@gmail.com

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por Talyta Singer
da Agência Laboratório

o NECOIJ

o NECOIJ

Diélcio Moreira e Yuji Gushiken, professores do curso de Comunicação Social da UFMT, escreveram, ao lado de uma pá de mestres e doutores, artigos que servem de provocações aos debates do NECOIJ – Núcleo de Estudos em Comunicação, Infância e Juventude desta universidade que nos abriga. No site do projeto você pode ler todos os artigos, aqui eu deixo os links para as produções locais:

* Está em curso uma nova comunicação coletiva – Diélcio Moreira
* O épico e o dramático das tecnologias da comunicação – Yuji Gushiken

Mais?
Conheça o NECOIJ

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por Talyta Singer
da Agência Laboratório

O Intervalo desta semana foi produzido pela NaPaná, famigerado núcleo audiovisual do Movimento Panamby, é claro. A equipe que conta com Vitor Torres e André Victor, o Claudão, começou a produção do vt com uma sessão de fotos que, por problemas técnicos, foram descartadas e substituídas por um cigarro, que até a bituca rendeu o argumento para o novo roteiro. Na correria e em uma hora, eles escreveram o roteiro, fizeram a produção (no caso, conseguir uma fita minidv emprestada) e gravaram pelas ruas do centro da HellCity. Material editado, o resultado pode ser conferido clicando na imagem acima ou no www.youtube.com/tvpanamby. Esse video teve como parceria, o espírito de Pietra Speddkill, da nascoxaFilms!

Mais?
Quer ver as fotos? www.fotolog.com/movimentopanamby
E, obrigada aqueles que emprestaram sua imagem pra nossa produção. 🙂

E vai no show, que é sexta às 22h na Casa Fora do Eixo.

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