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Posts Tagged ‘juventude’

por Bruna Obadowski
do Movimento Panamby

Onde está a borboleta?

Aconteceu nos dias 06, 07 e 08 de março o primeiro Encontro e Protocolo da Juventude pelo Meio Ambiente do Noroeste de Mato Grosso. Promovido pela Associação Amigos da Amazônia Viva (AAV), teve como parceria a Secretaria de Meio Ambiente (SEMA) e participação de instituições da região e coletivos de fora. E é claro o Panamby estava presente. Além de participantes de outros munícipios o encontro contou também com a participação de representantes de outros povos índigenas (jovens e liderança), como os Enawene Nawe, Cinta Larga, Arara, Mynky, Kayabi entre outros. O encontro teve como intuito discutir temas relacionados ao meio ambiente, conscientizar a papulação da importânia do mesmo além criação de novos coletivos jovens.

As atividades aconteceram na aldeia Primavera localizada na terra índigena Erikbaktsa, na região de Fontanilla (63 Km de Juína), e contou com vinte e uma palestras voltadas ao meio ambiente,cultura e coletivos jovens. A pedido da FUNAI os participantes e palestrantes não podiam durmir na aldeia, (que triste!), durmimos em Fontanilha distrito de Juína ao lado da aldeia, ou melhor do outro lado da aldeia, e adivinhem: tivemos que atravessar o rio Juruena todos os dias de barco na parte da manhã para oínício das atividades e ao anoitecer quando se encerravam as atividades do dia (isso eu gostei!).

Esse foi o primeiro evento realizado dentro dessa tribo, porém a recepção dos Rikbaktsa não podia ser melhor. Durante o encontro rolaram várias apresentações índigenas (até eu dancei junto), e para os mais empolgados participantes teve até pintura corporal feito pelos índios da aldeia com urucun e carvão.

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por Pablo Rodrigo Silva*

“Enquanto nos escondemos pra fazer AMOR, a VIOLÊNCIA é praticada em plena luz do dia.”
(John Lennon)

Em tempos de crise (PROFUNDA) do capitalismo, aumentam as diferenças entre os homens, para torná-los diferentes, reforçar o seu caráter excludente e para justificar uma sociedade dividida em classes, desigual e desumana, através do machismo, do sexismo, do racismo entre outras formas de preconceito. Assim a homofobia de forma ideológica é disseminada na sociedade e a superação desta sociedade arcaica passa por vencer as diversas formas de preconceito que ela consolida.

Todos os dias, milhares de pessoas no Brasil sofrem algum tipo de preconceito homofóbico, desde as brincadeiras “inocentes” e xingamentos, que para muitos parecem inofensivos, por que não se dão conta do efeito psicológico e nem do direito que todo ser humano tem de ser respeitado do jeito que é, o direito de ter dignidade. Sem falar das agressões físicas e até mesmo as mortes como recentemente assistimos em São Paulo o assassinado brutal de dois jovens travestis numa mesma noite.

Aqui em Mato Grosso, ela já frequenta a nossa Assembléia Legislativa. O debate sobre criar ou não o dia contra a homofobia no Estado, além de desmascar o conservadorismo na “Caso do Povo”, ela (des)aparece na Imprensa também. Jornalistas e veículos de comunicação deixam escapar o conservadorismo que esta impregnado na sociedade.

E esse debate interessa muito a juventude matogrossense. Pois como sempre somos discriminados e postos de escanteio, além de não aproveitarem o melhor da nossa criatividade e energia na imensa fila dos desempregados. A nossa sexualidade precisa ser respeitada, livre de dogmas e de visões conservadoras. Não nos oferecem educação sexual nas escolas e não temos acesso a métodos contraconceptivos. São milhares de jovens que enfrentam uma gravidez sem nenhuma proteção e acompanhamento. Por ser tratado como crime e não como problema de saúde pública, o aborto em clínicas de fundo de quintal acaba sendo a única alternativa para interromper uma gravidez precoce e indesejada. Muitos jovens são vitimados pela Aids, por falta de informações e meios de prevenção. No Brasil, a sexualidade é banalizada e reproduz o machismo e a homofobia.

Mas a cada dia que se passa a juventude brasileira tem enfrentado a homofobia, chocando, mudando valores e se rebelando contra as amarras. É cada vez mais cotidiano jovens se assumirem, mesmo que tenham que pagar o preço injusto que lhe é cobrado por isso. A mudança de hábitos e rotinas, no entanto, contribui para a elevação da consciência do nosso povo.O surgimento de variados grupos GLBTTT, sendo muitos de estudantes e cada vez mais numerosas e massivas paradas gays, que mobilizam milhões de jovens em todo país, só reforçam a necessidade de apoiarmos mais este movimento.

A juventude tem que teorizar mais sobre o tema e fortalecer a luta pelo respeito à diversidade sexual e por uma sociedade mais livre e justa.
Precisamos combater coletivamente a homofobia na sociedade.

* Pablo Rodrigo Silva é Presidente Estadual da União da Juventude Socialista – UJS  e Diretor Estadual da União Nacional dos Estudantes – UNE.

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por Talyta Singer
da Agência Laboratório

o NECOIJ

o NECOIJ

Diélcio Moreira e Yuji Gushiken, professores do curso de Comunicação Social da UFMT, escreveram, ao lado de uma pá de mestres e doutores, artigos que servem de provocações aos debates do NECOIJ – Núcleo de Estudos em Comunicação, Infância e Juventude desta universidade que nos abriga. No site do projeto você pode ler todos os artigos, aqui eu deixo os links para as produções locais:

* Está em curso uma nova comunicação coletiva – Diélcio Moreira
* O épico e o dramático das tecnologias da comunicação – Yuji Gushiken

Mais?
Conheça o NECOIJ

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