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Posts Tagged ‘joão pede feijão’

por Vitor Torres
do Movimento Panamby e da Agência Laboratório

Ai gente. Seguindo a onda do post ai de baixo, a retro audiovisual, vou mandar mais um video aqui. Esse também é resultado da Semana do Audiovisual, que rolou no MISC no começo de dezembro, é um documentário, teve a direção assinada coletivamente e a orientação feita pelo cineasta baiano Daniel Lisboa, da Cavalo do Cão Filmes.

além do vídeo, tem também a impressão do poeta João Pede Feijão sobre o documentário, que eu ainda não disse o nome. Chama-se “Descentros”.

Cuiabá em um dia normal com seus carrosséis de delírios circulando o sol como moscas. “Devo seguir até o enjôo?” Deve.
O descentros guarda opções para o olhar acostumado. Opções de desvio, opções becos, opções refrescos, de recortes, de cortes e enquadramentos.

Varias bulinações nas fachadas antigas, beijos nas quinas do arranha-céu trincado e com goteira.

40° de acréscimo a febre desta gente vestida de coro de jacaré. Mais e mais calor. Descentrados. Invisíveis. ”Pulso da vida que escolhemos”.

João Pede Feijão

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Olá Calouros

 

* João Pede Feijão

Sejam bem vindos ao absurdo. A maioria de vocês atravessou os portais desta instituição em estado de sonolência. E a experiência nos leva a crer que a maioria sairá deste ambiente da mesma forma. Mas aos acordados e aos destinados ao despertar trago tristes noticias.

Dentro dentre cercado o mundo é o mesmo. As pessoas conservam a mesma covardia cotidiana e a chamam de bom senso, normalidade. As futilidades de convivência, as anormalidades acomodadas… está tudo contido neste galinheiro comandado por uma velha cega e deplorável; a miséria.

Existe miséria em cada sorriso cínico que me tromba por estes corredores de concreto. O concreto está nos engolindo, mas não faz muito tempo, arvores povoavam nossos caminhos juvenis e sombreavam nossos sonhos, porem hoje é preciso sonhar cinza e cantar com as britadeiras. Existe miséria nas mesas de vidro, onde se sentam os administradores letrados com suas canetadas de tédio, seus cargos de morte, sua abstenção de vida… mas eu gostaria que eles soubessem que não vamos sucumbir e esta imensidão de velharias fúteis e fenecidas.

Somos JOVENS, não estamos interressados em compactuar com a aposentadoria de ninguém. O mundo pode mudar. Mas entrava nas juntas dessa gente velha, afunda no lamaçal desta lógica viciada que ruma retumbante para o suicídio. Olá calouros. Sejam bem vindos.

 

* João Pede Feijão é estudande de Filosofia e coordenador do Espaço Literário do Movimento Panamby

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