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por João Pede Feijão
e o Movimento Panamby

respeitem as formigas, elas tem mais o que fazer!

respeitem as formigas, elas tem mais o que fazer!

É preocupante achar que dinheiro público é o mesmo que dinheiro patronal. Diferentemente do financiamento patronal, os administradores de dinheiro público financiam programas e projetos sociais em função de princípios constituicionais que desenham a função e a finalidade do Estado: prover Saúde, Educação, Cultura e etc.

O que é mais grave é a conformidade de algumas pessoas ao ‘modus operandi’ de uma administração antiquada que reinou durante muito tempo no país; que privilegia os conchavos e as parcerias desonestas. Nós do movimento Panamby pensamos que, num país tão desigual como o nosso, é função do Estado estruturar a repartição de formas de produção e sustentabilidade, básicas, criativas e solidárias.

E mais grave ainda é a comparação do movimento estudantil com o movimento sindical; movimentos sindicais são movimentos de profissionais assalariados. Ou agora a categoria estudantil virou na prática uma categoria profissional? A educação vem sendo discutida em todas as suas interfaces. A educação não pode ser considerada apenas no seu modo formal. O Estado deve prover formas pedagógicas que possibilitem aos jovens elementos de discussão de seu cotidiano, de sua realidade. O Estado deve financiar as invenções políticas, culturais e tecnológicas do estudante. O movimento estudantil faz parte do processo pedagógico.  Senão fosse assim, como seria possível estas discussões sobre política e financiamento público que estão acontecendo? O DCE e o Panamby estão discutindo em seus veículos digitais de comunicação, propiciados pela estrutura universitária. Se nos atentarmos ao que está acontecendo veremos que a estrutura pública da universidade está na prática possibilitando o debate das diferenças ideológicas. E assim a Universidade está cumprindo uma de suas funções.

Nós do Movimento Panamby estamos na linha de frente na defesa pela universidade pública, porque este é o espaço que tem possibilitado nossa formação política, cultural e humana. E temos o dever de manter e melhorar este espaço para os futuros estudantes.

O que alguns estudantes não percebem é que esta melhoria está ligada diretamente a invenção de formas de fazer, aprender e construir. Discutir é importante, mas a discussão deve, obrigatoriamente, desembocar na manufatura dos espaços. Mãos a obra porque a tarefa não cessará com nossa morte. E que venham as formigas!

*Abra os olhos e diga ah! é uma expressão que tomamos emprestada de Roberto Piva. Aqui, ó.

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por João Pede Feijão
do Movimento Panamby

cada um no seu quadrado

cada um no seu quadrado

Ontem rolou no saguão do R.u. uma reunião ampliada, chamada pelo DCE para, supostamente, construir coletivamente a Semana do calouro 2009/1. Esta reunião não era deliberativa, pois a decisão já havia sido tomada numa reunião anterior. A dita cuja decisão é justamente a razão que me faz pensar nas “verdadeiras intenções” do Diretorio Central de Estudantes.

Na reunião, realizada semana passada, na sede do Diretório Central, ficou deliberado que cada entidade ou grupo específico ficaria “no seu quadrado”. Isso porque o DCE coloca em xeque a atuação política dos grupos e/ou entidades que tem seus projetos financiados com dinheiro público (ou como costumam afirmar, como os paladinos da lisura, “dinheiro da reitoria”). Eles preferem a chamada independência, ou seja, financiarem seus projetos com os próprios cofres.

Mas por trás desta retórica pseudo-política o que acontece é que os cofres do DCE só são possiveis por força do pagamento de aluguel das cantinas, que a propósito são irregulares e não pagam água nem luz. Depois, que o próprio DCE não paga nem água nem luz, nem construiu a própria sede ou coisa que o valha. Não que eu ache isso absurdo, mas o que torna a realidade absurda é essa distancia que, no geral, o movimento estudantil teima em dar entre disrcurso e prática. Ou seja tenho a sensação que não basta sonhar, mas é preciso acreditar no sonho a um limite esquizofrênico, onde o sujeito encorpora o mártir dos tempos áureos do movimento estudantil e se acredita para além do que se é; ignora o que come, como se locomove, como se sustenta. E isso é grave. É grave porque é sem duvida a razão do engessamento das discussões políticas no ambito das universidades. A medida que o sujeito não admite sua condição, não pode agir politicamente, porque não age do seu lugar e sim de um lugar inventado, que nem chega a ser utopia, pois mais me parece um transtorno mental, ou uma rachadura no córtex. Isso é resistir de dentro poço. É esvaziar o caráter político da ação em locus.

vocês não entendem nada...

vocês não entendem nada...

Outra fantasia que surge sempre nessas discussões é a certeza de que um projeto finaciado e propriciado por verba pública tem sua autonomia retirada. No fundo quem acredita nisso já está vendido e não consegue ver que finaciamento possibilita ações transformadoras. Não consegue ver que dinheiro, dentro do mundo capitalista, é quase o único meio de possibilitar qualquer ação. Confundir meio com fim. Ou acreditar que o meio é um fim denuncia que os que atacam o capitalismo são os que mais se encontram enterrados nele. Não conseguem agir estratégicamente. Não conseguem perceber o fator humano indomável que sistema nenhum é capaz de afetar, essa incrível capacidade nômade de dizer não a quem nos pretende comprar.

Só existe politicagem com dinheiro público graças a alienação desses movimentos que não conseguem pautar a boa utilização de recursos, porque ainda esperam que um santo ocupe a posição de poder. Há nisso uma clara dependência preguiçosa. Precisamos de uma radicalização da democracia, onde as pessoas arranquem a bunda da cadeira para de fato construir-mos um tal mundo novo.

E os mais engraçado é ouvir de um dos integrantes que o DCE é o grupo com “conteúdo político”. Engraçado nada, na verdade não tem graça nenhuma. Acerca das “verdadeiras intenções do DCE”, que não são nem um pouco misteriosas, eles só querem massagem no ego, sombra e água fresca, mas diante do contexto geral, nada de novo sob o sol.

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ou amigos da reitoria são de dar água na boca

ou amigos da reitoria são de dar água na boca ¹

Hoje, às 18 horas, no Diretório Central dos Estudantes (o DCE) da UFMT tem quebra-pau reunião ampliada. A galera vai discutir a Semana do Calouro 2009 em torno do:

se é melhor para os estudantes realizarem ações em conjunto, ou seja, os diversos grupos que atuam na universidade se aglomerando para melhor mostrar a diversidade que existe dentro dos muros universitários,
* ou se é melhor que cada grupo realize suas ações isoladas, e se mantenham assim, pelo menos na opinião da atual gestão do DCE, “independentes e livre das pressões governistas…”

Pós reunião postaremos aqui neste blog como foi a reunião, quais foram os pocisionamentos das pessoas que lá estiveram e qual a nossa opinião sobre o que é ser independente e livre de pressões governistas.

Lembrando:
É hoje, às 18h, no DCE-UFMT, no RU.
Vá lá e se expresse.

 

¹ – a foto faz parte do banco de imagens da LIFE (a Veja americana) que disponibilizou todo o seu acervo no Google. Argh! Detesto esse imperialismo. 🙂

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Nos últimos dias ocorre na FAMEV (Faculdade de Agronomia e Medicinina Veterinária) uma movimentação dos estudantes em função do desrespeito a comunidade acadêmica ao promover de modo abrupto e antidemocrático as eleições para o cargo de diretor da faculdade. E ainda, tendo a Congregação da FAMEV violado um acordo historio: “garantia de eleições paritárias”, ao estabelecer a (des)proporção de 70% do peso dos votos para docentes, 15% para discentes e 15% para os técnicos.

Em Assembléia Geral, os estudantes de agronomia decidiram paralisar as atividades acadêmicas por quarenta e oito horas, no dia 13 e 14 de outubro, em protesto à decisão da congregação. Paralisação esta que gerou ofensas pessoais e perseguições a alunos, como amplamente noticiado pela mídia. Como resultado da paralisação os estudantes de agronomia conseguiram um espaço na reunião da congregação do dia 24 de outubro que, em tese, seria para reconsiderar a questão da paridade nessas eleições. No entanto, o pedido dos estudantes, foi descaracterizado pelos membros da Congregação que se mostrou fechada aos argumentos apresentados pelos mesmos, demonstrando ser autoritária e hostil quanto a presença dos alunos na reunião.

Os estudantes de Agronomia se perguntam o porquê dessa proporção nessa eleição “atropelada” e antidemocrática. O cenário apresenta-se como uma forma dos professores de impor o candidato que lhes convém, desqualificando a opinião dos técnicos e estudantes. Cumpre mencionar que assim como os técnicos, os estudantes de agronomia, decidiram em assembléia geral, boicotar as eleições caso ocorram desse modo antidemocrático. Cumpre lembrar a importância que essa atitude dos estudantes de agronomia tem para a comunidade acadêmica como um todo, ainda mais considerando que sua realização ocorre em um ano em que aconteceram eleições para reitoria onde a paridade fora observada.

Em função dessa relevância que o DCE da UFMT motivado pelo Centro Acadêmico de Agronomia, realizou no ultimo dia 24 de outubro uma reunião do Conselho das Entidades de Base, onde compareceram vinte e um centro acadêmicos que retomaram a discussão pela paridade nas eleições acadêmicas e acordaram a elaboração do presente documento exigindo uma postura da Administração Superior da UFMT que nesta data é empossada. Desta feita, prosseguimos aduzindo os fatos e argumentos que embasam nosso posicionamento.

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Meia noite e vinte, algumas roda de truco e bozó, um galão de água vazio no Casulo dedicado aos sedentos e a primeira parcial das eleições do DCE. Foram abertas as urnas do ICET, IL, IE, Educação Física, Agrárias e Computação que mostram (ou escondem) o seguinte resultado:

Chapa 1 com Gabriel, o Pensador e 543 votos

Chapa 2 comNando Reis e 508 votos

Chapa 3 com Bob Marley e 149 votos

Mais emoções e resultados em breve.

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por Talyta Singer
da Agência Laboratório

Para amanhã, segunda-feira, dia 29, o Clima Tempo prevê sol e altas temperaturas. Imprevisível (ao menos, ao meu ver) é saber quem vence as eleições do DCE. São três chapas, que defendem basicamente as mesmas propostas (uso dos espaços, ônibus melhores, não a privatização, etc e tal) pelo que foi possível ver em folders, cartazes, camisetas, adesivos e brados retumbantes durante os almoços.  O REUNI, as diferenças políticas, partidárias ou não, e o gosto musical são as maiores discordâncias.

Enquanto a Chapa 1 “Até quando?” pergunta junto com Gabriel, o Pensador até quando a gente vai levando porrada; a Chapa 2 “Não vou me adaptar” já não enche a casa de alegria junto com Nando Reis e a Chapa 3 “Juventude Ativa” tem um quê de Bob Marley com seu dJÁ!

Cada um no seu quadrado, os estudantes votam em urnas instaladas em seus blocos durante todo o dia. É recomendável levar planilha e documento com fotos.

E antes que alguém se sinta ofendido, o Movimento Panamby não apóia e nem desapóia nenhuma das chapas. Realmente preferimos pensar em política cultural e vivência. Considerarmos o DCE um espaço legítimo com quem sempre queremos dialogar.

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Reitoria responde à reivindicações de estudantes do DCE e do Centro Acadêmico de Geologia  e Geografia que buscavam mais ônibus para o transporte às aulas de campo e eventos. Aí em abaixo, o comunicado da administração conforme publicado pelo site da UFMT.

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