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Posts Tagged ‘caximir’

Por Luciano Ribeiro
Da agência Laboratório

seda-macaco-bongDurante os primeiros três dias de oficina, na 3° SEDA (Semana do Audiovisual) rolou um videoclipe dedicado a banda Snorks, os documentários para O Caximir e O Centro Histórico de Cuiabá, sem falar numa equipe separada para o making off. A grande maioria dos oficinantes são “marinheiros de primeira viagem”, que estão se saindo muito bem por mais que as dificuldades apareçam. A parceria com Otavio Pacheco, o cineasta  paulistano com sua técnica,  e o terrorista audiovisual baiano Daniel Lisboa facilitam o processo de aprendizado da galera.

Com uma câmera na mão – que pode ser uma simples máquina digital  – e vontade fazer o filme sai!!”Só é necessário dedicação”, diz o oficineiro Daniel, que conclui que “o segredo é na maneira como você vê as coisas, algo que parece não ter nenhuma importância e passaria despercebida, pode virar um super atração para seu vídeo”, conclui.

O fato mais interessante na SEDA é a participação do público que mediante a inscrição “cubocardiana”, com valor escolhido através do plano de troca oferecido, compareceu a todas as reuniões e filmagens sugeridas pelos supervisores e/ou grupos de pesquisa. Mesmo já em fase de edição na maioria dos trabalhos, ainda dá tempo de dar uma “pescoçada ” nas mesas de debates e nas mostras que rolam sempre a partir das 18hs. Neste restinho da semana ainda vão rolar shows com diversas bandas e a conclusão dos projetos que nasceram durante o evento.

Bora fazer um filme? Ou ver como faz no www.pacotinhodeseda.wordpress.com, mas na dúvida o telefone para informações é 3023-1794.

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por João Pede Feijão
do Movimento Panamby


Há alguns meses atrás o Dezan chegou em mim, foi direto, me convidando pra coordenar e realizar as pesquisas do documentário do Caximir; o projeto que será filmado nesta terceira edição da SEDA. Emoções a parte, aceitei de pronto. Conversamos sobre as possibilidades e comecei o trabalho com o clipping do Eduardo Ferreira e demos o ponta pé inicial nesta parceria durante a Oficina de Pesquisa e Produção de Roteiro para documentário, que aconteceu no 24h de cultura de 2008, de 06 a 09 de outubro.

O que de mais importante tenho aprendido é a quantidade de coisas importantes, acontecimentos e movimentações acontecidas em Cuiabá que merecem ser documentadas. Por isso é angustiante fazer recortes.

A decada de 80 em Cuiabá foi muito rica, efervescente. A possibilidade de questionar o principal estigma que a nossa juventude carrega, o da Ditadura, precisa ser refletido e considerado. Nós que não vivemos essa época, temos que começar a construir nossas opiniões sobre isso. A revelia do tabu que se construiu em torno da ditadura; de que “só quem viveu o periodo sabe exatamente o que significa”. Precisamos emitir nossas opiniões, construir reflexões, mesmo que estas distõem das reflexões de quem viveu. Afinal de contas isso envolve nossas vidas, nosso cotidiano. Talvez o medo de desrespeitar a sacralidade desses anos “dourados” seja pra mim a principal descoberta.

A nossa geração chega a desejar o retorno da ditadura em função da efervescência cultural e intelectual da época. E isso é muito grave e diz algo importante; nós brasileiros, me parece, nos acostumamos a reação. E a possibilidade documental cinematografica é uma ferramenta espetacular. Acessível. E a nossa juventude deve se apropriar dela.

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