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por João Pede Feijão
do Movimento (HipHop) Panamby

Todo o processo, que se pretende protagonista, deve se dar como um fazer refletido. Essa é minha opinião e também a opinião dos organizadores da maioria dos festivais independentes de todo Brasil. Uma programação permeada por debates e palestras é fundamental para se alcançar melhores resultados. No caso do “Festival Consciência HIP HOP”, os seminários serviram para troca de experiências positivas e formação, entre e para os diversos casos de movimentação hip hop pelo Brasil.

O Festival contou com a participação de quase dez municípios do estado e com representantes de mais seis estados, das regiões centro-oeste, Norte, Nordeste, Sudeste. Toda essa galera reunida convergindo para o acerto de estratégias conjuntas que visam criar o Hip Hop, como instrumento de sustentação e liberdade para as periferias de todo o pais.

E por que criar? Porque os vícios sociais, tanto da sociedade geral quanto dos movimentos políticos tradicionais, acomodaram num poço os nós civilizacionais de que somos fruto. Por conta da crença/vício teleológica que acredita ser possível controlar o resultado final do processo histórico; processo este que nos reserva apenas o papel de meio. E para ser meio é necessário admitir nosso desamparo diante do tempo, que de tão grande guarda muitas partes escuras. É mais que necessário que os movimentos organizados revejam seus conceitos para que possamos definitivamente radicalizar e efetivar a democracia para o bem de todos. entre os temas se discutiu: Comunicação alternativa, Articulação do Fórum Nacional do Break, Mercado Cultural e Militância, Formação de Público, alem das trocas intensas e informais que rolaram durante toda a movimentação do festival.

Diante do cenário atual, onde as pessoas são encorajadas para o isolamento de suas angustias e visões, eventos como esses provam que é possível, com seriedade e trabalho, promover a articulação conjunta em torno de um projeto transformador e ativo do processo histórico das sociedades. O principio transformador é a vontade de, e essa galera mostrou muita vontade. Todo o resto não passa de instrumento para. E instrumento se inventa para todos, para que possamos igualmente utilizá-lo em favor de uma vida digna. Precisamos abolir as patentes acadêmicas de significados que determinam a vida de todos em favor de condições onde todos possamos falar e ser ouvidos. Todos nós devemos pertencer ao grupo dos direitos, sem distinção. Claro que com que isso apenas desejo expressar meu total apego aos sinais positivos que este tipo de iniciativa me transmitem. Para chegarmos lá precisamos falar tanto quanto fazemos. E diante da imensa verborragia sem lastro prático da grande maioria, devo pedir que falemos menos, vamos ao quase silencio. Ouçamos.

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