Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Antonio’

Cap. 3 do livro “Glob(AL): Biopoder e luta em uma América Latina globalizada
Antonio Negri e Giuseppe Cocco (Rio de Janeiro: Record, 2005)

Diante dos limites do desenvolvimentismo e diante, sobretudo, de sua crise, que se define essencialmente na década de 1980, justo no período de abertura democrática que caracteriza Brasil, Argentina e México, o
neoliberalismo constituiu uma falsa resposta. Mesmo percebendo os limites do Estado desenvolvimentista e as dimensões estruturais de sua crise, as políticas neoliberais nos países do subdesenvolvimento não

conseguem inovar no terreno produtivo e malogram quando propõem o mercado como espaço de mobilização social. Quando, ademais, apresentam-se como mecanismo de universalização dos direitos, o embuste é evidente: ter direito aos direitos no neoliberalismo significa ter poder de compra, ser consumidor. O público é construção de hierarquia e passividade: “audiência”. Uma operação ineficaz e que, na realidade, apenas promove a privatização do público e sua sistemática fragmentação: impedindo, portanto, qualquer perspectiva de constituição do comum*, hoje essencial ao próprio crescimento econômico. O neoliberalismo não é somente uma ideologia do egoísmo privado, mas é também uma prática arcaica das relações de produção, pois não vê (donde, não pode reconhecer) que hoje o valor é apenas um produto da sociedade inteira posta a trabalhar.

* O texto foi indicado por João Pede Feijão durante mais uma discussão na lista do Fórum Permanente de Cultura. Mas nos andares dessas carroças, tá valendo pra todo mundo. O texto foi copiado descaradamente do desobedendo.blogspot.com e é um trecho do livro “Glob(AL): Biopoder e luta em uma América Latina globalizada” de Antonio Negri e Giuseppe Cocco.

Para o texto completo é só continuar lendo (mais…)

Read Full Post »