O Movimento Panamby com o apoio e incentivo da Pró-reitoria de Vivência Acadêmica, propõe atividades para a primeira semana de aula, momento em que os “calouros” são recebidos na universidade, que tem por objetivo ser um contraponto ao trote violento.
Entendemos o trote como um ritual de passagem, como um conjunto de atos e práticas que sanciona o acesso de um indivíduo de um grupo a outro, uma cerimônia que marca a mudança, a transição de um momento para outro, que tem normas e regras que são adequadas e próprias para cada finalidade.
Para expressar esse rito, a palavra trote é equivocada, já que trote, nos remete vulgarmente a zombaria, troça. Mas com o intuito de re-significar o trote, utilizaremos o conceito de rito de passagem. A finalidade do trote é a inserção do estudante na vida acadêmica, na universidade, para que ele possa enfrentar as “novas” experiências que irá vivenciar.
A universidade tem como principal objetivo a formação desse indivíduo para assumir as responsabilidade da vida “adulta”, por isso uma formação humanística por excelência. Para longe de discutirmos o papel da universidade, o ritual de passagem deve ter cerimônias (práticas e atos) que iniciem o calouro nas novas normas que terá que se inserir.
A proposta da semana do calouro é realizar atividades que envolvam o cotidiano universitário. Que vai desde o ensino, a pesquisa, a extensão, o lazer, a arte e as afetividades. Um contraponto ao trote violento, já que este, afirma com suas práticas o constrangimento, a força e a violência física e psicológica, que não estão no cotidiano da vida universitária.
Sabemos que o trote constrangedor se manifesta através do mecanismo da tradição, que é a manutenção daquilo que se vivenciou e às vezes, mais “cruel” se torna a prática daquele que sofreu as agressões. Por isso o Movimento Panamby, já realizou duas calouradas e estará realizando a terceira, para que se possa ter uma alternativa de trote, que seja um rito de inserção, de vivência de novas experiências, de vínculos, relacionamentos, apresentando a universidade através de uma programação diversificada que envolve as várias áreas do conhecimento, todas se guiando pelo lúdico, pela arte, pela cultura, focando a importância da permanência da universidade, do caráter público do ensino, da pesquisa livre de fins mercadológicos e da extensão como prática necessária a formação do estudante.



Mto legal a iniciativa de prover um “trote” cultural, digamos assim, aos novos calouros, tbmk acho bacana varias outras atividades desenvolvids pelo panamby, gostaria de poder ajudar em algumas atividades, quando houver oportunidade espero que continuem disseminando cultura por ai!!!!
O trote já gerou muita polêmica dentro do universo estudantil. e o panamby vem resignificar esse conceito partindo para o universo cultural. sem dúvida é uma grande iniciativa. quem sabe até, não só fazer a semana do calouro cultural, como discutir com cada curso, a maneira mais adequada de se promover um trote cultural por faculdade, garantindo as culturas específicas de cada uma. uma carta de princípios pode ser elaborada… e isso seria um exemplo a ser seguido por outras universidades do país. Podem contar conosco. ,)
Quem já teve a oportunidade de presenciar os trotes aplicados pelos veteranos aos calouros de muitos cursos da UFMT, sabe que essa prática além de ser ilegal (pois tem gerado inumeros processos aos veteranos), é extremamente imoral, infantil e vexatória, tanto para quem aplica quanto para que é vitimado por esta prática arcaica que nada acrescenta ao calouro, além da humilhação pública a que o mesmo é exposto. TROTE É PROIBIDO POR LEI e calouro inteligente não se intimida e busca formas alternativas de se integrar a comunidade acadêmica com criatividade e respeito ao individuo.
É importante saber que existe vida inteligente e criativa nesta universidade que não está copiando modelinhos americanófilos para se divertir com a cara do outro, porque trote é isso e não tem nada de criativo zombar e humilhar os outros. Valeu Panamby
trote é uma babaquice de faz , já que mostra que o indivíduo só tem bosta na cabeça. um veterano deveria recepcionar e dar as boas vindas aos chamados calouros de forma criativa e não como um bando de retartados.
[...] Tá? Então tá, vamos as três coisas que eu queria dizer: 1 – No blog do Observatório de Pesquisa estão sendo linkados diversos textos sobre a origem do trote e artigos relacionados ao assunto. E aí vale também ir pros arquivos do blog e ler o texto que a Vivi escreveu durante a última Semana do Calouro e que tá aqui. [...]